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AUTOESPORTE DE ABRIL



A edição de abril da Autoesporte começa a chegar às bancas no dia 28, sexta-feira, com os seguintes destaques:

- aceleramos o novo Toyota Corolla nacional em duas versões e detalhamos as mudanças, os equipamentos e como fica a concorrência.
- Segredo: a nova cara da linha Vectra.
- Testamos todos os esportivos nacionais, do Palio 1.8R ao Lobini H1.
- Teste: novo Nissan 350Z.
- Impressões: Mercedes C63 AMG, Citroën C5, Hyundai Azera, VW Jetta Variant, Volvo C70 e Mégane CC.

E muito mais!


Alexandre Carvalho
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Saiu a velocidade máxima do Civic Si


Estávamos em débito com os leitores. Quando publicamos o teste do Civic Si, em abril do ano passado, a pista circular (“reta infinita”) do campo de provas de Indaiatuba estava em obras. Por isso, ficamos devendo a máxima, e fomos muito cobrados pelos leitores (com razão). Agora pagamos nossa dívida, com juros. Na edição de abril, o Civic Si aparece ao lado de outros oito esportivos nacionais (com a velocidade máxima finalmente revelada). Mas se esportivo nacional é pouco para suas pretensões, não perca as matérias com o novo Nissan 350Z e com o Mercedes C63 AMG.

Hairton Ponciano Voz
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Um curso de direção deveria ser obrigatório

Fotos: Divulgação


A BMW comemora em 2008 dez anos do curso de direção deles, criado pelo piloto Ingo Hoffmann. Eu tive a oportunidade de participar deste curso, que aconteceu na pista da Pirelli, em Sumaré, no sábado passado. Foi um dia extremamente interessante.

Ah, antes de contar como foi, saibam que qualquer um pode participar. O básico, o que eu fiz, custa R$ 1 mil e já está lotado até agosto. Há ainda outros dois, um para carros blindados e outro avançado, para guiar o carro em altas velocidades. Mais informações, sugiro procurar a BMW. A Mercedes-Benz também possui algo parecido

Eu cheguei lá meio dono da verdade. Quando descobri que iria fazer o curso básico, chiei. Pensei: "Pô, eu já sei dirigir. Que curso básico que nada. Quero o avançado". Conforme as provas foram acontecendo, fui ficando mais humilde. Tomei um tombo do alto da minha arrogância e descobri que ainda preciso de muito para aprender a guiar bem.



Preciso ressaltar que esse curso nos mostra (ou ensina, no meu caso) como controlar melhor o carro em situações do nosso cotidiano. Fazemos testes de frenagem, com ou sem ABS, derrapagem e marcha a ré. Hoje sinto que "visto" melhor o carro.

O principal ponto é o posicionamento do banco, que a maioria faz errado. Precisa estar bem pra frente, com os nossos braços dobrados em ângulos de 90° para facilitar manobras bruscas, e a cabeça com distância mínima de quatro dedos do teto. Os pés não podem estar distantes dos freios, nem do acelerador, pois em momentos de emergência, nosso corpo não pode escorregar na hora de pressionar um desses pedais.

Gostei também de praticar frenagem em vários estilos diferentes, com e sem ABS, no molhado, para desviar do objeto e dois pisos diferentes. Esse tipo de curso deveria ser obrigatório em todas auto-escolas, pois quando começamos a tirar a habilitação, nos ensinam, no máximo, a operar o carro, e não a dirigir.

Depois desse dia tenho certeza de uma coisa: Estou mais preparado, mas pior do que achava que dirigia. E sou bem mais humilde no trânsito. Sem dúvida foi um dia muito bom.

Fabrício Migues
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Massa está pronto para ser campeão?

AP


Bom, caros leitores, eu não consigo confiar no Massa. Ano passado ele começou como um dos favoritos e, dos quatro da dupla Mclaren-Ferrari, foi o único que chegou na última etapa sem chances de ser campeão. Confesso que esperava mais dele nesse início. Dois erros bobos no GP da Austrália. E precisa deixar de ser marrento e reconhecer que errou na tentativa de ultrapassar Coulthard. Enfim, começo a desconfiar que Massa ainda está longe de ser um campeão.

Há um ufanismo em torno dele, pois é um bom piloto brasileiro, o único com chance de vencer. E estamos carentes de títulos na F1. São 17 anos sem comemorar. Mas Felipe não tem se mostrado capacitado para vencer um campeonato. Tem talento, mas não tem frieza e tranquilidade de campeão.Precisa amadurecer muito e não tem mostrado uma evolução de comportamento dentro da F1, o que é preocupante. Felipe não é mais novato e precisa aceitar e conviver bem com isso. Só assim vai evoluir na categoria.

Porém, minha expectativa de ver um bom GP da Austrália foi superada. A corrida foi muito boa, com ultrapassagens, rodadas e batidas. Lewis Hamilton venceu com facilidade. Me lembrou as vitórias de Schumacher nos tempos de facilidade na Ferrari. Kimi foi bem, estava fazendo a primeira corrida memorável da carreira e aí se atrapalhou. Mas ele é o atual campeão e está com cara de que vai lutar pelo título com o inglês. Barrichello foi bem também, uma pena que foi desclassificado. Pelo menos mostrou uma significativa melhora em relação ao ano passado

E vocês leitores, acham que Massa pode ser campeão em 2008? Gostaram do GP da Austrália?

Fabrício Migues
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O ano dos utilitários esportivos?



Na semana passada a Honda anunciou que o preço do CR-V produzido no Mexico ficará em R$ 94.500. São 23% a menos em relação ao valor da versão que vinha do Japão. Isso significa que o Hyundai Tucson está incomodando e que ainda há grande potencial no segmento. Nem que eles sejam 4x2, como o CR-V de entrada. Ainda este ano virão o Chevrolet Captiva e o Ford Edge, de olho neste consumidor, notadamente oriundo de sedãs. E você: o que acha deste segmento? Vai crescer mais? Quem se dará melhor? Quem vai perder mais terreno? Você compraria um jipão mais "acessível' como estes? Dê sua opinião.

Alexandre Carvalho
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Bom começo de temporada

Foto:AP


Não nego que foi divertido assistir ao treino livre da Fórmula 1 ontem. Não pela disputa entre Lewis Hamilton e Kimi Raikkonen pelo melhor tempo, mas pelo excesso de derrapagens e saídas das pistas. A pista é boa e estava seca, mas o controle de tração está fazendo falta. Preciso admitir que estou bastante ansioso pelo GP na madrugada de sábado para domingo. Como os pilotos vão se comportar numa corrida se no treino visitaram bastante a grama e a brita? Devem ocorrer manobras interessantes, com carros fazendo drift e saindo de traseira. Coisas raras na Fórmula 1.

Falando dos brasileiros, o Felipe Massa teve o terceiro melhor tempo da sexta-feira. Me preocupa que ele levou 0,497 segundo de diferença para o Raikkonen, uma eternidade em termos de Fórmula 1. Ficou em terceiro, é verdade, e numa corrida tudo pode acontecer, mas ele vem sendo mais lento que o Kimi durante todos os testes de inverno na Europa. Seria altamente importante para ele chegar na frente do Raikkonen na Austrália, para ganhar confiança. Kimi é o atual campeão e está andando mais rápido. Assim, Massa está claramente como segundo piloto. Ele precisa mudar isso logo, mas acho difícil que consiga.

Nelsinho teve uma atuação decepcionante. Ele mesmo admitiu. Ficou em 20º entre 22 carros. Levou 1,2 s de diferença para Alonso. Só que o Piquetzinho nunca correu em Melbourne e é o primeiro encontro dele com a Renault em uma corrida oficial. Vamos dar um desconto para ele, certo? Já o Rubinho foi superado pelo Jenson Button em 0,217 segundo. Parece que a chegada de Ross Brawn já mudou um pouco o desempenho da Honda, mas não o suficiente ainda. E Rubinho continua mais lento que o colega de equipe. Ele, que deve se aposentar logo, deve bater o recorde de GPs disputados na história da competição, mas caminha para um fim melancólico na F1. Uma pena! É um ótimo piloto e ótima pessoa, merecia se despedir de forma honrosa. Vamos torcer para que ele consiga isso.

O que você espera dos brasileiros na Austrália? E sobre a ausência do controle de tração, trará mais emoção às corridas? Ah, hoje de madrugada tem o treino oficial às 00h, com transmissão da TV Globo. Aí é pra valer!

Fabrício Migues
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Um dia de fúria



Todos os dias tento sair de casa mais cedo para pegar menos trânsito. Mas parece brincadeira, quanto mais cedo saio de casa, mais trânsito eu enfrento. Os 10 quilômetros que separam minha casa da Editora Globo foram percorridos em mais de uma hora em uma Marginal Pinheiros completamente congestionada. O mais interessante disso tudo era a confusão nas entradas e saídas entre as vias locais e expressas, sem um mísero fiscal da CET para orientar o rumo dos carros.

Que o excesso de carros é um dos grandes causadores dessa fonte de estresse sem fim, todos estão cansados de saber. No entanto, medidas como a proibição da circulação de caminhões de dia certamente resolveriam 40% do problema, sem falar na redução da poluição. Parece que o prefeito Kassab não percebe os problemas da cidade. Não percebe que a cidade carece de um sistema de transporte público decente. Tudo que ele consegue fazer é aumentar a tarifa do transporte coletivo.

Passado o meu expediente, segui rumo à faculdade. E mais uma vez, trânsito. E mais uma vez contei no relógio o tempo e a distância percorrida. Foram 15 km em duas horas e ainda consegui chegar atrasado na aula da professora mais chata do planeta. Falta anotada e aula dada - hora de ir pra casa. O relógio marcava 22h40 e para melhorar o meu dia, a rua da faculdade estava tomada por carros! Do estacionamento da faculdade até o lado de fora, levei incríveis 40 minutos. Por pouco não encarno William "D-Fens" Foster, do filme um "Dia de Fúria".

Tiago Vinholes
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E a cultura da selvageria

Preciso admitir que sou meio viciada em buzina (dizem que é coisa de mulher no trânsito!). Tento usá-la como diz o CTB, para “fazer as advertências necessárias a fim de evitar acidentes” – acho que o motorista que fez alguma bobagem tem de se dar conta disso.

Mas hoje, ao dar carona para minha mãe, ganhei um leve puxão de orelha. Ela me contou que ontem uma pessoa morreu e outra ficou ferida depois de um acidente na zona Sul aqui de São Paulo. Após uma discussão, o motorista de um dos carros teria pego um revólver e atirado. Tudo por causa de um bate-boca sobre o acionamento do seguro. “As pessoas estão cada vez mais estressadas no trânsito, você não sabe o que pode acontecer. É melhor você relevar e não ficar buzinando”, disse ela.

Na hora, me lembrei de um outro absurdo que ocorreu no começo do mês. Um rapaz que estava a pé em um posto de gasolina, enchendo um galão de combustível, ateou fogo no condutor de uma picape que parou no local e buzinou, apressado. Ele fugiu e não foi identificado.

No resto do caminho até a editora fiquei pensando no conselho da minha mãe e em como as pessoas têm perdido a noção de respeito e tolerância – banalizando a sua vida e as dos outros. Uma batida, uma buzinadinha, não podem valer uma vida. Não importa quão estressado o motorista esteja.

Depois dessa, vou começar a pensar dez vezes antes de buzinar. Mas espero que todos pensem umas 10 mil antes de puxar uma arma (ou um fósforo) e atirar.

Veja o vídeo:



Renata Viana de Carvalho
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A cultura da precocidade



Dois casos de menores ao volante chamaram a atenção na semana passada, na Grande São Paulo. No primeiro, uma adolescente de 16 anos pegou o carro para socorrer a madrasta que sofre de depressão, e estava passando mal. Perdeu o controle ao sair da garagem acelerando forte, e atropelou a costureira Sachiki Kabagawa de 70 anos. Arrastou-a por 10 metros, até o portão do prédio no outro lado da rua. A costureira morreu. No outro, uma mulher de 29 anos colocou seu sobrinho, de 12 anos , para dirigir seu Kadett. Era apenas "para ensiná-lo e sem atrapalhar os outros". Casos assim expõem a hipocrisia de grande parte dos brasileiros. Muitos condenaram os atos, com razão, diga-se. Mas muitos destes mesmos fazem parte do grande grupo que incentiva filhos ou sobrinhos a assumir o volante de um carro desde cedo. Acham lindo que ele já dirija antes da auto-escola. E acham que nada írá acontecer. É parte da nossa cultura, não tem como negar. Quem não fez ou faz isso alguma vez, que atire o primeiro pneu. É errado, por mais que os menores estejam prontos para a direção. Se fôssemos um país sério, provavelmente os maiores que permitiram isso seriam responsabilizados severamente. Aqui, não serão. Ficará apenas a dor dos parentes de vítimas, como a da senhora Sachiki.

Alexandre Carvalho
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Poluição mata mais que homicídio



A Folha de S. Paulo divulgou hoje um estudo da USP que mostra que a poluição mata, diariamente, prematuramente 12 pessoas e produz 200 vítimas de pneumonia, infarto e asma, entre outras doenças. O grande culpado, segundo essa pesquisa, são os carros. Os estudos mostram que as partículas que saem dos escapamentos mataram o dobro de pessoas em 2007 do que assassinatos. É mole?

O chefe da pesquisa, Paulo Saldiva, se diz um frustrado por não conseguir alertar a população sobre os riscos da poluição. Ele diz que de 2006 a 2007 o número de vezes em que a qualidade do ar estava imprópria aumentou em 54%, enquanto nesse mesmo período a taxa de homicídios na cidade de São Paulo caiu 22%. Desde 1990, a redução foi de 73%.

São 6 milhões de carros que circulam em São Paulo para 11 milhões de habitantes. O rodízio parece não estar fazendo efeito, nem nas emissões de poluentes, nem no trânsito mesmo. E mais carros são colocados nas ruas a cada dia com recordes de vendas. E o controle para poluição? O que será feito? São Paulo terá um, mas até agora não saiu do papel.

Lembro que a inspeção veicular é feita na Alemanha há 90 anos. Já o México começou há 10 anos a obrigar os motoristas a levarem seus carros a cada seis meses para verificar o nível de poluição emitido.

E você leitor, o que acha disso? Qual a solução para esse cenário deseperador? Pedágio urbano? Como fazer o controle?

Fabrício Migues
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Larga o celular e dirige, pô!

Todos os dias nos deparamos com uma porção de motoristas distraídos fazendo de tudo no carro, menos dirigir com atenção. O celular é o preferido desses cabeçudos, que parecem não aprender com as multas e saem por aí papeando ao telefone e fechando os outros carros pelas ruas.

E não é só isso. Há também aqueles que se preocupam tanto em dar atenção as crianças no banco traseiro, que muitas vezes acabam causando acidentes. Mas sem dúvida nenhuma os piores são os motoristas (ou antas?) que resolvem escrever mensagens no celular com o carro em movimento. É o cúmulo!

Confira dois vídeos interessantes que ilustram bem essas situações.





Thiago Vinholes
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Uma tarde em Itapoã e uma noite de reza brava



Não, este carro não é o Rinspeed sQuba. É o carro do meu pai!
Sabem aquele temporal que assolou Salvador no último dia 28 de fevereiro, destruindo ruas e casas, causando desabamentos e deslizamentos de terra ? Então, essa chuvinha também causou perda total no Honda Fit novinho em folha do papa, dando também “PT” em suas férias.

Depois de passar uma tarde em Itapoã, o sol que ardia foi tomado por uma chuva que não tem tamanho. A única saída que meu velho encontrou foi vestir novamente o velho calção de banho e fugir do temporal junto de minha mãe e minha irmã, ambas desesperadas. O simples caminho de volta da praia se transformou num inferno molhado, enquanto isso a chuva castigava sem dó nem piedade.



Mas a chuva não parava. Choveu tanto, mas tanto, que todos os caminhos possíveis estavam sendo bloqueados pela água da chuva. Até que o estacionamento de uma igreja na região pareceu ser um porto seguro diante tamanho dilúvio. Mas nem Jesus Cristo foi capaz de impedir o avanço do alagamento, que ignorou a casa de Deus e inundou sua garagem e os carros de suas ovelhas.

Após uma noite ilhada no santíssimo estabelecimento, minha família pode deixar o refúgio e conferir os estragos. Não deu outra, depois que a água ultrapassou a altura das portas nada mais pode ser feito com o carro, a não ser chorar sob sua lataria suja de lama. Sem o destemido Fit, meus pais e minha irmã tiveram de voltar pra casa de avião, deixando o carro nas mãos da perícia da seguradora em Salvador. Ah sim, essas fotos foram tiradas por minha irmã Gabriele, enquanto meu pai se acabava no celular e minha mãe rezava o 1654º Pai Nosso.

E pensar que enquanto eles tomavam a maior chuva na cabeça eu comia uma deliciosa pizza de calabresa no conforto do lar, em São Paulo.

Thiago Vinholes
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Perdidos em Lost



Para os admiradores do seriado Lost que conseguiram conter a ansiedade e não baixar os episódios da internet antecipadamente, a estréia da quarta temporada ontem no AXN trouxe uma bela surpresa.

Não teve nada a ver com a solução de mistérios – na verdade, eles só aumentaram! Mas de uma rápida perseguição a um raro Camaro 1970 pelas ruas de Los Angeles. Não é a primeira vez que o modelo aparece na série, que também já mostrou algumas Kombis circulando pela ilha onde os sobreviventes de um acidente aéreo estão.



Se você não acompanha o seriado, dá tempo de correr a uma locadora para tirar o atraso e ainda assistir aos próximos episódios (durante o fechamento, algumas pessoas da redação assistem aqui mesmo a série!). Quem sabe não aparecem mais alguns automóveis bacanas por lá?!

Renata Viana de Carvalho
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Fiesta global. E brasileiro em 2010


Novo Ford Fiesta versão quatro portas

A nova geração do Fiesta vem dando o que falar em blogs e sites automotivos do mundo inteiro. Primeiro porque o carro ficou muito bonito. Suas formas preservaram quase intactas as linhas do conceito Verve, tanto por fora quanto por dentro. Segundo porque a Ford anunciou que o modelo foi feito para ser o compacto da marca em todo o globo, ou seja, será vendido na Europa, na Ásia, nas Américas (Estados Unidos incluso) e até na Austrália. Os brasileiros, acostumados a ficar para trás em termos de lançamentos mundiais, já começaram a se questionar: "Esse carro virá para o Brasil?" Sim, virá. Mas só em 2010. Li nos blogs alguns comentários que diziam que o Fiesta tinha crescido e ficado sofisticado demais, e que por isso não teria chances de ser "Made in Brazil". Não é verdade: a nova geração do compacto manteve a mesma distância entre eixos do atual (2,49 m), ficou cerca de 20 cm menor em comprimento (3,69 m contra 3,90 m), perdeu 2 cm em largura (1,65 m ante 1,67 m) e baixou 7 cm em altura (1,38 m no novo, 1,45 no atual). Ele não seguiu a "regra" de crescimento da nova geração de compactos, como o Fiat Punto, que superou a barreira dos 4 m de comprimento. Pelo contrário. O novo Fiesta tem a mesma filosofia do Mazda 2, do qual herda a plataforma: ser um carro compacto e leve, para atingir bons níveis de desempenho e, principalmente, economia.



À esquerda, novo Fiesta; à direita, modelo atual.

Quem viu o carro em uma pré-apresentação feita pela Ford ontem, antes mesmo da abertura do Salão de Genebra à imprensa, já escreveu que o painel não é lá um primor em acabamento, especialmente pela tampa do porta-luvas, de aparência barata. Uma fonte da Ford brasileira informou que, por aqui, os plásticos e tecidos dos bancos serão mais simples e o carro perderá alguns detalhes do modelo europeu. A produção na fábrica de Camaçari (BA) começará em 2010, como noticiamos na edição de março da Autoesporte. E ainda não foi decidido se fabricaremos a versão sedã para exportar aos Estados Unidos. Mas, ao que tudo indica, a Ford mexicana deverá ganhar essa concorrência, deixando a fábrica brasileira responsável pela produção do hatch quatro portas e do sedã para o mercado interno e Mercosul.


À esquerda, painel do novo Fiesta; à direita, o atual.

O que você achou do novo Fiesta? Ele fará sucesso? Opine!

Daniel Messeder
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A metamorfose



Não é novidade para o pessoal da redação que sou fã do seriado Os Simpsons. Além da ironia, gosto muito das cutucadas que a família dá na sociedade, especialmente a norte-americana, a qual nos espelhamos muito. Semana passada, ainda em férias para cuidar da filhota que nasceu em janeiro, assisti a um episódio no canal pago Fox, que me chamou a atenção: o atrapalhado Homer Simpson compra um utilitário esportivo por ter se encantado com o tamanho e a possibilidade de cortar caminho com o monstrão – ele viu o palhaço Krusty passando por cima do parquinho da escola primária para fugir do congestionamento do portão.

Após a compra do jipão fictício Canyonero Série F, Homer descobre com os companheiros de trabalho que esta versão é voltada ao público feminino: no lugar do acendedor de cigarros, Homer descobre um local para acomodar o...batom. Revoltado, ele passa o carrão para a recatada esposa Marge. Esta, apesar de receosa com o tamanho do veículo, aprende a gostar do jipão. Afinal, seus mimos são atraentes (navegador, escadinha para entrar na cabine, espaço para “32 sacolas de supermercado”...). Começa então a transformação. Se antes Marge nunca saiu da faixa para não atrapalhar o trânsito, a mãe da família começa a andar mais rápido, cortar caminho por locais proibidos, cruzar faixas, ofender aos mais “lentos” e a ofuscar a visão de outros motoristas com os potentes faróis de neblina que comprou. Faz tudo mesmo ciente de que os utilitários esportivos “são mais vulneráveis nas curvas e podem capotar e pegar fogo, como vi no documentário da televisão”. E vai parar na escola de reeducação de trânsito após ser multada pelo fanfarrão chefe de polícia Clancy Wiggum.

O fato é que a crítica inteligente deste episódio da 10ª temporada (para os fãs, chama-se “Marge, o Terror das Ruas”) concentra-se na indústria automobilística e na “fúria das estradas”, que toma conta de muita gente que está ao volante destes carrões. O porta batom e Marge ter gostado do jipão são críticas ao marketing que as montadoras criaram de que estes veículos são voltados para mulheres. A “fúria nas ruas” é transformação na qual muitos motoristas passam ao sentirem-se mais poderosos dirigindo um carro mais alto e potente, que pode subjugar os outros nas ruas. E você: qual sua opinião sobre os utilitários esportivos? Concorda com a crítica do desenho ou é a favor deles por conta a “sobrevivência no trânsito”?



O Canyonero

Alexandre Carvalho

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Não tão seguras


Mitsubishi L200

A Euro NCAP divulgou na última terça-feira as informações de sua primeira bateria de testes de impacto com picapes. A entidade selecionou os modelos europeus Nissan Frontier SEL (Navara), Mitsubishi L200 Triton e Isuzu D-Max - os dois primeiros, também vendidos no Brasil. No geral, o resultado foi decepcionante.

A Nissan foi a que se saiu pior, conquistando apenas uma estrela de cinco possíveis no quesito de proteção de adultos no interior. A Isuzu também foi reprovada no item, com duas estrelas, além de conseguir apenas uma em proteção ao pedestre em caso de atropelamento, assim como a Mitsubishi (você pode conferir todos os resultados nesta página).

Os testes derrubaram o mito de que a robustez de uma picape pode se converter em proteção para seus ocupantes, o que assusta ainda mais quando os modelos levados em conta são europeus, supostamente no topo da lista em tecnologia e segurança. O que você achou dos resultados? Já comprou uma picape pensando na segurança que ela poderia proporcionar? Deixe sua opinião.

Alberto Cataldi
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Um dia de mafioso

Estávamos, até outro dia, com um Mégane Coupé Cabriolet para avaliação. E em uma das noites fui com ele para casa. É um carro recém-lançado no Brasil, e ainda nem circula em São Paulo. O preço é bem fora dos meus padrões: R$ 124.890. É também fora dos padrões das pessoas que moram no meu prédio. O design é moderno e o carro chama bastante atenção por onde passa. Já dá para imaginar que o conversível fez muito sucesso lá na garagem do prédio, certo?

Enfim, eu sempre achei aquele ditado "toda fama tem o seu preço" idiota e mentiroso. Pô, fama não deve ser tão ruim assim e seu preço deve ser positivo. Tsc, tsc, tsc... Pensamento completamente errado. Meus vizinhos já achavam estranho sempre haver um carro diferente na minha vaga. E suas placas, então? São José dos Pinhais (PR), Camaçari (BA), Gravataí (RS). Outro dia ouvi um morador cochichando com o porteiro: "É placa fria... Esse garoto é encrenca". Quando me viu, o rapaz ficou pálido. Ele não sabe que sou jornalista e que dirigimos carros emprestados pelas montadoras, que são emplacados onde elas têm sede. Mas, até aí, eram sempre carros acessíveis, não tão fora da realidade. Eu preferi não desmentir.


Meu dia de mafioso

Ah, mas no dia do Mégane a história foi diferente. O prédio todo viu e o comentário foi geral. "Como pode um garoto ter um carro assim? Ele deve estar metido com a Máfia." Outro vizinho falou: "Acho que ele tem parentesco com o tal do Berezovsky, aquele mafioso russo. Ele é parecido com ele.Vamos fazer uma denúncia anônima. Temos medo." O síndico pediu calma para todos, disse que tomaria as providências necessárias e veio falar comigo. Explicou toda a situação para mim, que, logicamente, soltei uma bela gargalhada e contei a história toda para ele. Ele ficou sem graça e me pediu desculpas.

Até hoje as pessoas me olham desconfiadas. Eu não ligo, mas aprendi uma coisa: "Se você não tem dinheiro para comprar um carro caro e aparece com um, cuidado: a polícia pode bater na sua porta a qualquer hora." Carro é, sem dúvida, um símbolo de status. Mas o dono precisa parecer ser o dono dele.

Fabrício Migues
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Autoesporte de março, amanhã nas bancas!



Caros leitores, a edição de março da Autoesporte começa a chegar às bancas no dia 20, quarta-feira, com os seguintes destaques:

- Superteste carros 1.0: testamos 16 carros "mil", hatches e sedãs, em quatro comparativos. (Inclui os novos Kia Picanto, Ford Ka e Renault Sandero)

- Segredo: mais informações sobre o novo Gol, com projeções atualizadas

- Impressões: Ford Edge, Dodge Journey, novo Jeep Cherokee Sport, Subaru Outback e Mahindra Scorpio cabine dupla

- Apresentação: Novo Ford Fiesta e Cadillac CTS-V

- Comparativo: Chrysler 300C V6 X Chevrolet Omega

E muito mais!

Daniel Messeder
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Participe da Autoesporte

Estamos aqui na redação concluindo a edição de março (em breve postarei o conteúdo da revista) e gostaríamos de saber: qual matéria você gostaria de ver nas próximas edições? Pode ser qualquer coisa, avaliações, testes, comparativos, reportagens sobre trânsito, segurança, carros ecológicos, superesportivos... Não deixe de enviar suas sugestões!

Daniel Messeder
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Alberto Cataldi, 23 anos, está na Autoesporte desde 2005. Cuida do site, atualizando o Autonews e preparando matérias online. Passa o dia procurando novidades motorizadas na internet e, no tempo livre, gosta de ouvir música, ler e fazer apresentações com seu grupo de teatro.

 

Alexandre Carvalho, 37 anos, é editor da Autoesporte desde 2000, onde escreve sobre tudo, especialmente mercado e geral. Gosta também de avaliar automóveis, ler, ouvir e tocar rock no grupo musical que tem com o Glauco e o Hélio, da Galileu. E adora o mundo da informática.

 

O editor Daniel Messeder, 26 anos, atua há oito no setor automotivo. Louco por carros desde pequeno, estudou jornalismo para trabalhar com automóveis. Gosta de fazer testes, avaliações e viagens que incluam uma boa estrada para dirigir. Quando não está ao volante, curte andar de moto, jogar futebol e ir à praia.

 

O repórter Fabrício Migues, 25 anos, atua no setor desde 2003. Convive com o mundo dos carros desde pequeno, pois seu pai é engenheiro mecânico. Diz que adora viajar, mas na verdade é apenas uma desculpa para pegar uma estrada e dirigir.Gosta de automobilismo, principalmente rali, e de esportes. Escreve sobre tudo relacionado a veículos.

 

O redator chefe Glauco Lucena, 40 anos, trabalha há 17 no jornalismo automotivo. Coordenador da seção "Área Restrita", gosta de atuar nos bastidores da indústria para revelar futuros lançamentos. Nas horas vagas, suas curtições são cantar em sua banda de pop/rock e levar o filho aos jogos do Palmeiras.

 

Hairton Ponciano Voz, 47 anos, é editor de testes. Escreve sobre carros há 20 anos. Causa certa inveja quando "tem" de dirigir Porsche ou Ferrari, mas pouca gente sabe que ele também testa carro 1.0 com ar-condicionado desligado e vidros fechados sob o sol de Indaiatuba.

 

Marcus Vinicius Gasques escreve sobre carros, pessoas que usam carros e fazem carros há mais de 20 anos. Dedica seu tempo livre à leitura, corridas de rua e escaladas. Tem 49 anos, é diretor de redação de Autoesporte desde 2000, autor de quatro livros sobre montanhismo e dois infantis.

 

Marina Franco, 21 anos, é estagiária da Autoesporte desde dezembro de 2006. "Garimpa” as notinhas da Autonews e cuida do nosso site. Divide seu tempo entre a faculdade de jornalismo, cinema, praia e os amigos.

 

Renata Viana de Carvalho tem 25 anos e está na Autoesporte desde 2002. Escreve sobre tudo o que envolve automóveis, não dispensa avaliar um carro e tem a ambição de ser a primeira mulher a testá-los na revista. Curte a família e os amigos, ler, ir ao cinema, ouvir música e cantar. É fã do Santos, 24 Horas, Lost e, contrariando quase toda equipe, do Los Hermanos.

 

O estagiário Thiago Vinholes, 22 anos, trabalha desde 2004 no jornalismo automotivo. Durante o dia procura notícias para o site e eventuais pautas para a revista. Adora veículos com tração 4x4 e esportivos japoneses. Nas horas livres está sempre em busca de algum lugar exótico para acampar e curtir a natureza.

 

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